sexta-feira, 18 de abril de 2008

Ai Meu umbigo!

Decidir ir! Tanta história para honrar e tanto para negar e decidir ir...
Começo a trabalhar terça feira. E honestamente essa não foi a decisão mais fácil de se tomar não.
Logo vem os anos de revolução feminista e os sutians queimados, os protestos e as conquistas das mulheres na sociedade e no mercado de trabalho. Sim! Avante mulher, volte ao seu trabalho de corpo e alma e faça juz ao que é seu.
E as mulhres negras! Xí! Essas sim, tem o compromisso de não se deixar levar por nenhum tipo de sentimentalismo na hora de se impor. Eu sozinha já represento parte importante da sociedade. Mulher, negra, latino-americana. E ainda por cima simpatizante da causa homossexual, contra o abuso infantil e maus tratos com os idosos, a favor e lutadora pelo consumo responsável dos recursos do planeta. Sou uma ONG de corpo e alma!
Mas de corpo e alma eu sou mãe. Olho para minha bichinha de quatro meses e penso: um pouquinho mais. Ela ainda está muito aqui. Ainda sinto o cordão mesmo que o umbigo já esteja lindo e cicatrizado.
Sinceramente, nunca fui muito feminista. Confesso que sempre tive muita gratidão ao que todo processo histórico nos deu. Mas sou uma mulher comtemporênea, não sou uma mulher moderna.
Venho com todo o respaldo para ser mãe integral, esperar mais para trabalhar, dar de mamar até minha filha enjoar, fortalecer meus valores de família mesmo.
Nunca achei que fosse gostar de esperar alguém chegar do trabalho com minha filha no colo. E muito menos que isso não fosse me diminuir como mulherzinha.
A verdade é que nunca me senti tão poderoza, provedora, bonita, plena das minhas ações.
Me agarrar na maternidade não é ser mulherzinha é ser mulher de verdade, é ser humana de verdade. O puro e o real de ser e estar aqui. Não só porque quero, mas principalmente porque sou.
EU.
Decidi ir, mas não saio daqui de jeito nenhum!



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