terça-feira, 6 de abril de 2010

A mãe da Toninha?

Há três dias atrás, no Sábado de Aleluia passamos a tarde em casa de amigos muito mais que queridos, com o tempo fomos ficando, ficando, ficando e resolvemos, a convite deles, dormir lá, era só esticar um colchão, deixar o ar condicionado ligado baixinho e pronto, esta pronto nosso ninho de amor. O mais legal é que isso foi resolvido com a nossa filha junto, ela se divertiu muito, claro, não queria dormir na hora dela, mas ok, foi mesmo assim e passamos a noite super bem.
Domingo de Páscoa saímos e voltamos para a família, almoço, esconderijo dos ovos, conversa, chocolate, foi ótimo, para meu orgulho, Eloah gosta de chocolate mas se satisfaz com bem pouquinho, contrário da mãe.
Hoje, passamos o dia juntas, por conta do dilúvio no Rio de Janeiro não pude ir trabalhar e não tínhamos luz, logo seria o dia cheio de surpresas, nem o rádio da manhã para dançar, nem a música da abertura da novela para a Bisa cantar junto, ai como seria?
Foi maravilhoso, como a chuva não deixou brincar no quintal, vimos a chuva da janela, brincamos com todos os guarda chuvas da casa (são mais de vinte, nem me pergunte!), telefonamos para a vovó, o vovô, a Bia, a titia Karla, o papai, fiz a aventura da galocha, em busca de velas e provisões para uma casa sem geladeira, cantamos, dormimos de tarde, conversamos...
Quando começa a anoitecer a farra aumenta, ficando escuro, Eloah começa a descobrir pra quê serve a vela, o fósforo, o fogo na vela, a LUZ!
A casa mais parecia um templo, só na sala tínhamos acendido seis velas, nem parecia que faltava luz, e na verdade não faltava mesmo.
Com  noite, um silêncio maior na vizinhança, o sono veio um pouco mais cedo. Papai chegou, vamos brincar de esconde esconde? Corre corre, grita, todo mundo dá risada e a hora vem chegando. Vem chegando a hora de dormir, mas calma, ainda falta um pouquinho...
Foi nesse momento que falei o quão legal seria se a gente tomasse aquele susto de luz, quando ela volta sem aviso e inunda a casa toda pois ninguém mais se lembra o que está aceso ou não. Coincidência ou não a luz voltou, a farra aumentou. Brincamos até a hora de dormir, dela dormir.
Nessa hora Lucas me perguntou: e então, como foi seu dia?
Veio imediatamente a lembrança do sábado de aleluia. Chegou um momento no papo, a conversa estava frouxa e as idéias vindo junto com as palavras e o assunto virou as melôs que cantávamos. 
A melô do sexo anal: quero ver você não chorar, não olhar pra trás nem se arrepender do que faz/ quero ver o amor crescer, mas se a dor nascer você resistir e sorrir... 
A melô do cocô: você vai saindo de mim devagar e pra sempre...
Essas foram as emblemáticas mas uma melô que nunca saiu da minha cabeça foi a da Mãe da Toninha, ainda mais por que é uma melô muito ruim. A melô da mãe da Toninha é a seguinte: um dia a mãe da Toninha tomou conta de mim... uma alusão sem comentários a música Tédio (um dia a monotonia tomou conta de mim...) que o grupo Biquini Cavadão tocava sem parar na minha infância.
É definitivamente, desde que sou mãe a Mãe da Toninha não toma conta de mim.



2 comentários:

Paula disse...

simplismente amei!!!!!!!!!!!!!!!!

Meu Sebinho disse...

Adorei seu blog. Um abraço e sucesso